segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A percepção da mudança

     Sabemos que a língua muda com o passar do tempo. Nem toda variação implica mudança, mas toda mudança implica variação. A língua escrita é normalmente mais conservadora que a língua falada.
    Qualquer língua humana é sempre um conjunto de variedades, tais como: 
  • Mudança fonética (em princípio, consiste apenas numa alteração da pronúncia de certos segmentos);
  • Mudança fonológica (envolve alterações no número de unidades sonoras);
  • Mudança morfológica (trata dos princípios que regem a estrutura interna das palavras);
  • Mudança sintática (mudança de ordem dos constituintes dentro da estrutura da sentença);
  • Mudança semântica (processo que altera o significado da palavra).
     Portanto, as mudanças se dão de forma lenta e nós, falantes, geralmente não percebemos que nossa língua está mudando.
     A língua é uma realidade heterogênea, embora que nem todo fato heterogêneo resulte necessariamente na mudança.

                                                                                                                        Mirele de Deus Passos
Fonte: Faraco, Carlos Alberto - Linguística histórica: uma introdução ao estudo da história das línguas/ São Paulo: Parábola Editorial, 2005. Capítulo 2: A percepção da mudança.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Linguística histórica não é história da linguística

   Como ponto de partida, acho importante esclarecer que, estudar linguística histórica não é o mesmo que estudar história da linguística, mas, é importante estudar a segunda para entender a primeira. Complicado? Também achei, mas vamos descomplicar.
    Já sabemos que linguística é uma ciência. Essa ciência surgiu no final do século XVIII, tempo suficiente para ocorrer um grande desenvolvimento, para ter uma história. Então, estudar a história da linguística é estudar todo o desenvolvimento dessa ciência desde a sua origem. Já a linguística histórica estuda as mudanças que acontecem nas línguas humanas com o passar do tempo. Mudanças que acontecem continuamente, apesar de nós, falantes de línguas humanas, não termos consciência de tal. Mas, como estudantes de Letras, devemos ter essa consciência, devemos saber que a língua humana não constitui uma realidade estática. Quando estudamos a disciplina linguística histórica, nos conscientizamos desse dinamismo da língua, enquanto fenômeno histórico.
                                      
                                               
                                                              Hagda
Fonte: Faraco, Carlos Alberto - Linguística histórica: uma introdução ao estudo da história das línguas/ São Paulo: Parábola Editorial, 2005.